Esta é uma pergunta que eu recebo regularmente de seguidores, então achei melhor fazer uma postagem para ter uma resposta sempre à mão. Estamos todos acostumados a fazer mudas de diversas begônias por estaca de folha, em particular das begônias rizomatosas e arbustivas. Fazer mudas de begônia é quase obrigatório, pois estas belíssimas plantas são muito suscetíveis à certas patologias (fungos) e erros de cultivo. Perder uma begônia rapidamente por não perceber de imediato os sinais de algum problema é algo que todos que as cultivamos já passamos, e iremos passar novamente no futuro. Só que infelizmente as begônias bambusiformes ("cana" - B. maculata, B. aconitifolia, B. dichroa, B. coccinea, etc) não são capazes de produzir mudas a partir de folhas. A única possibilidade de propagação vegetativa (assexuada) nestas plantas é via estacas de galho com 3 a 4 nós (o mais fácil e usual), corte de nó com gema dormente (corte "Heel"- um processo mais difícil para nós amado...
A Begonia bowerae var. bowerae é uma planta rizomatosa rastejante, descoberta a 1200 metros de altitude na Sierra Madre (Oaxaca, México) por Thomas MacDougall em 1948, e descrita em 1950 por Rudolf Ziesenhenne na publicação The Begonian (n.17). Esta é uma das begônias mais variáveis quanto à forma, tamanho e padrão de coloração das folhas, inclusive em estado selvagem. Possui até mesmo variedades naturais reconhecidas pela botânica ( bowerae , major , nigramarga , roseiflora , rubra ). Há ainda uma variedade natural, descoberta muito recentemente (2008), ainda não descrita, a "folha de bronze". Existem em torno de 130 cultivares e híbridos desta espécie. Um erro de transcrição, logo após sua descoberta, persistiu até hoje: B. boweri . Se você encontrar alguma begônia etiquetada como " boweri ", já sabe que está incorreto, e se trata da B. bowerae . O epíteto específico bowerae é uma homenagem a Constance Bower, da Califórnia (EUA), quem...
Uma forma segura e simples, embora pouco usada, para propagação em Araceae é o corte parcial de haste. A primeira vez em que vi a técnica foi com Monstera deliciosa, e já a usei com sucesso com Philodendron gloriosum e Anthurium x macrolobium, o exemplo nas fotos. O processo consiste em cortar com um estilete a haste da planta que você quer propagar, apenas até a metade, sem separar por completo as duas partes. O corte deve ser parcial, apenas 50% do diâmetro da haste, entre dois nós, à frente de um nó onde exista uma gema viável para brotar uma nova planta. Você deve inserir uma tira fina de plástico no corte, para ter certeza que este cicatrizará sem readesão das partes. O estresse causado pelo corte geralmente "desativa" a dominância apical que inibe a brotação de gemas secundárias em muitas espécies de Araceae. A planta "entende" que sofreu um dano, como se tivesse perdido o ápice, e promove a brotação de uma ou mais gemas secundárias. S...
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